sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Diamante e Cascalho

Diamante: para o programa Jogando em Casa da TV Esporte Interativo (parabólica). Só gente que entende mesmo de esporte, comentários verdadeiros, sem medos, e muito bom humor.

Cascalho: para José Luiz Datena. Ontem explorou politicamente o confronto das PM's de São Paulo. Na onda do Serra, acusou incansavelmente a Força Sindical e o PT. Quando um senador do PT entrou no ar por telefone, não o deixou falar, cortou para o intervalo e, na volta, disse que a linha caiu. Aí o programa acabou. Dapena.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Os melhores doces

Fazer lista é uma mania. Principalmente na Inglaterra depois do livro/filme de Nick Hornby "Alta Fidelidade". Portanto, vamos lá! Começo hoje a fazer algumas listas. Mande a sua.

Os melhores doces de festa:
- brigadeiro
- canudinho
- chapéu de napoleão
- olho de sogra
- cajuzinho

Programa de Milton Neves lidera ranking de baixaria na TV

A campanha "Quem financia a baixaria é contra a cidadania" divulgou nesta semana um ranking dos cinco programas que trazem atrações com mais baixaria da televisão brasileira. O Terceiro Tempo foi o primeiro lugar deste ano.

O programa de esportes comandado por Milton Neves na Band teve 1.200 denúncias acusando o programa de desrespeito às torcidas de futebol e apologia à violência. Apesar de ser a única atração da emissora na lista, a soma das acusações foi maior que os outros quatro programas.

De acordo com o site Na Telinha, a RedeTV! detém 60% de audiência entre as atrações de baixo nível. O Pânico na TV foi responsável por 137 denúncias — que relatam a exposição de pessoas ao ridículo, apelo sexual e palavras de baixo calão, o que culminou com o segundo lugar do ranking.

Superpop, de Luciana Gimezez, com 76 denúncias, e o A Tarde é Sua, programa de Sônia Abrão, também contribuíram para deixar a imagem da emissora negativa. Tais programas ocupam na lista o terceiro e quinto lugares, respectivamente.

Em quarto lugar aparece SP no Ar, apresentado por Luciano Faccioli, único programa da Record a constar na lista. As denúncias se concentraram em sensacionalismo e a apologia a violência contra os animais.

Fonte: Adnews

Povo sabe que a 'Veja' virou um panfletão conservador

Luiz Antonio Magalhães, no Observatório da Imprensa

A revista Veja parece ter perdido definitivamente o rumo, talvez em função do vexame histórico na cobertura da crise financeira internacional. Afinal, não é todo dia que uma redação prepara uma capa espetacularmente incisiva, com Tio Sam de dedo em riste e a manchete garantindo: "Eu salvei você" (edição 2079, com data de capa 24/09).
Capa esta que dias depois se torna um case de "barriga" jornalística, uma vez o "crash" de 29 de setembro revelou não apenas que Tio Sam não havia conseguido salvar ninguém como estava desesperadamente em busca de uma solução que envolvesse a União Européia e até países emergentes. A barriga foi tão descomunal que na semana seguinte a rival CartaCapital fez graça e repetiu a capa da Veja, com o mesmo Tio Sam de dedo em riste, acompanhado por uma manchete marota: "Ele não salva ninguém".

Se o problema fosse apenas na forma, tudo bem, "barrigas" acontecem nas melhores redações (em Veja, com uma freqüência um tanto maior, estão aí o boimate e os milhões do Ibsen Pinheiro que não me deixam mentir). A questão central não está na forma, está no conteúdo. Veja há muito tempo não é uma revista jornalística, mas um panfletão conservador, editado por uma equipe que conta com a fina flor do pensamento reacionário brasileiro. A crise global, porém, parece ter mexido com os nervos do pessoal da Veja e o panfletão perdeu o rumo.

Em um primeiro momento, Veja apresentou ao distinto público a idéia de que a crise já tinha acabado (com o anúncio do primeiro pacote de Bush-Paulson), o que havia era um "soluço" absolutamente normal no capitalismo. Na semana seguinte, com data de capa de 1° de outubro, mas circulando no final de semana de 27/28 de setembro, portanto um dia antes do "crash" de 29/9, a revista da editora Abril voltou a dar capa para crise, fazendo uma espécie de "balanço" do que vinha ocorrendo. "Depois do Desastre" era a manchete da capa, mas o desastre real ainda nem tinha acontecido.

O problema de Veja é que os valores nos quais a revista continua acreditando e defendendo estavam virando pó com a crise e não havia discurso coerente que servisse para manter o panfletão em pé, muito menos com o disfarce de veículo jornalístico. Primeiro, veio a euforia (ok, existe uma crise, reconhecemos, mas Bush é "dos nossos", vai dar um tiro certeiro e cortar o mal pela raiz).

Não funcionou, para a perplexidade dos jornalistas que cuidam de traduzir o pensamento reacionário norte-americano em uma linguagem acessível a qualquer idiota, e a revista começou a tentar reconhecer que se tratava mesmo de uma crise gravíssima e que expõe as entranhas de um sistema podre, desregulado e baseado na ganância de gente que vendia terrenos na lua sem o menor escrúpulo, contando com a certeza da impunidade.

O povo não é bobo?

Enquanto tateia em busca de um discurso para a crise – se os mercados continuarem eufóricos, provavelmente a próxima capa será um enorme "UFA" – Veja não descuida do front interno. Na edição corrente (2082, com data de capa de 15/10), a "Carta ao Leitor", espaço editorial da revista, leva o título "O povo não é bobo", acompanhada de uma grande foto do prefeito Gilberto Kassab.

O recado da revista ao seu público começa assim: "O primeiro turno das eleições municipais demonstrou, outra vez, que a esmagadora maioria dos brasileiros sabe, sim, votar, ao contrário do que ainda insistem em propalar os descrentes na democracia nacional (felizmente, poucos)." Em seguida, vem o argumento "racional" de que a população votou nos melhores, gente que trabalha sério, "independente do partido".

Beto Richa (PSDB) e Fernando Gabeira (PV) são citados no texto, e Kassab, na legenda da foto ("Gilberto Kassab, de São Paulo: exemplo de que a maioria dos brasileiros sabe, sim, votar"). No final do texto, o veredito final: "Não basta para um partido – qualquer um – contar só com a força de um presidente da República bem avaliado e simpático. É preciso muito mais. O povo não é bobo."

Não, de fato o povo não é bobo e já sabe que Veja tem lado. Neste ponto, aliás, seria mais honesto e correto copiar o que de bom existe nos Estados Unidos e explicitar, no editorial, que a revista apóia os candidatos da oposição, especialmente os do PSDB e DEM — legendas que por sinal apóiam Gabeira no Rio. É assim que se faz lá fora e é assim que agiram CartaCapital e, em diversas ocasiões, a Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo.

Veja, ao contrário, editorializa as reportagens. Um bom exemplo está também na edição desta semana, na reportagem que faz um balanço do resultado das urnas. A revista reconhece que o PT cresceu, mas diz que foi nos grotões. Um infográfico está lá para quem quiser fazer contas: em número absoluto de votos, o PT cresceu 1% em relação a 2004, o DEM teve 17% a menos do que na votação anterior e o PSDB perdeu 8% dos votantes de quatro anos atrás. O PMDB, líder no país pelo critério de prefeitos eleitos, viu seu eleitorado crescer 30%.

Qualquer foca de jornalismo faz as contas, soma os danos e conclui que o lead é a derrota dos partidos de oposição, que perderam exatamente 25% do eleitorado de quatro anos atrás. Qualquer foca, menos a Veja, que preferiu destacar o aumento de 30% do PMDB, um partido ônibus, que cabe qualquer um e que tem na resiliência a sua maior virtude. É justo que se dê destaque à vitória peemedebista, mas é evidente que o fato político mais relevante é a estrondosa derrota da aliança demo-tucana, com consequências evidentes na corrida sucessória de 2010.

No fundo, Veja age na política e na economia seguindo a máxima do ex-ministro Rubens Ricúpero: o que é bom (para o ideário conservador), a gente mostra; o que é ruim, a gente esconde. E nisto, fica aqui o reconhecimento, o pessoal da redação de Veja sabe fazer como ninguém...

Absurdo da noite

Deu sono ver o jogo da seleção brasileira ontem. Absurdo tantos bons jogadores de clube não conseguirem jogar bem juntos. Tá na hora do Dunga passar o cargo pra frente.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Horário dos posts

Não dê atenção ao horário em que os posts são colocados no blog. O relógio do computador tem vida própria.

Absurdo da manhã

Debaixo da porta de casa encontro jogado um folheto da EletroZema. Começa por aí: sujam sua casa sem nenhum constrangimento. Chamada de capa: PARE. COMPARE. COMPRE. Uma rápida olhada e vejo que comprei um produto R$ 129,00 mais barato pela internet (sem sair de casa, sem carregar, sem pagar frete, sem aguentar empurroterapia de vendedor). Que cara de pau! E o pior que muita gente ainda não descobriu o poder de compra pela internet e escolhe ser assaltado em lojas desse tipo. Absurdo!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Segunda

Segunda diferente ontem. Pra melhor. CQC muito bem acompanhado. Aliás, no programa apareceu um dos atuais piores jornalistas do Brasil (anda de braço dado com Mainard): Reinaldo Aze(ve)do. Pra quem não o conhece e nem a lata de lixo onde ele trabalha, aí vai uma dica de leitura: http://luis.nassif.googlepages.com/home

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Começou!

Aí está meu blog. Idéia de muito tempo, agora fiz. O nome vem de uma resposta muito repetida por mim, após a pergunta: motta com um ou dois tês? O que você vai encontrar aqui: opinião sobre todas as coisas que gosto e desgosto. Espaço livre para escrever e desabafar. Portanto, começou, ou comecei, ou começamos!